sexta-feira, 26 de junho de 2009

50 anos de lona, com Mestre Sá

Uma vida inteira de lutas, competição, decisões rápidas, aprendendo a conhecer corpo e mente. Mestre Sá, ao redor da fogueira, aos 72 anos conta curiosos causos e reflexões colhidos nesta excitante trajetória. Dava-se mal na maioria dos combates até conhecer as técnicas do Jiu-Jítsu em 1956, quando, com amigos, funda a primeira academia e inicia aí uma longa jornada de difusão desta arte marcial no Ceará que perdura hoje depois de formar mais de 20 mil alunos entre eles todos os seus filhos.

Narrativas com Mestre Sá - parte 1

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Narrativas com Mestre Sá - parte 2

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sábado, 13 de junho de 2009

Por caminhos estreitos

Em tupi-guarani, pirambu significa peixe roncador. No português de Fortaleza, já foi sinônimo de insulto. Pirambu é o nome da maior favela de Fortaleza. No imaginário da classe média, os 300 mil habitantes da favela estão condenados à marginalidade. Em vez de repelir, o estigma atraiu Airton Barreto que lá chegou em 1983. Recém-formado em Direito, queria viver nas mesmas condições da maioria das pessoas que buscavam assistência jurídica no Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza, onde trabalhava. Daí desenvolveu um profundo compromisso junto a pessoas que não tem os direitos mais básicos garantidos, entre diversas outras práticas que passam pela espiritualidade, também formando advogados populares, democratizando o acesso à justiça, encontrando soluções pioneiras no combate as causas da miséria. Em 25 anos de militância, Airton viveu histórias de doença, violência, fome, desemprego, desprezo e muito amor e nunca termina de gastar sua energia e as horas dos seus dias. Continua do olho do furacão da miséria, expandindo seu trabalho para outras comunidades da região. Hoje lidera um movimento internacional e ficou mundialmente conhecido como "o advogado da favela".

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A praia que ainda passa pelos olhos de Celsa

Quando Jacaré, Manoel Preto, Mestre Jerônimo e Tatá, em 1941, embarcaram em suas jangadas na Praia do Peixe em direção ao Rio de Janeiro para reivindicar direitos dos pescadores junto a Getúlio Vargas, Celsa Gomes Soares tinha ainda 16 anos. Criou os filhos Sadi e Paulinha na Praia de Iracema, o lugar de Fortaleza mais perto do mundo inteiro, e hoje tem neto marroquino, francês, português, australiano, chileno e outras gentes amigas espalhadas por aí afora. Dona Celsa acompanhou muitas mudanças e até hoje ainda sopra uma brisa carinhosa que entra e atravessa sua casa.

Narrativas com Celsa Gomes - parte 1

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Narrativas com Celsa Gomes - parte 2

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Narrativas com Celsa Gomes - parte 3

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Congo – um lugar mestiço vivo em nós.

Congo foi um lugarejo do Vale do Jaguaribe e pertencia ao município de Limoeiro do Norte. Foi lá que Lourdes Macena encontrou seu sertão, as primeiras histórias, contos e lendas narradas na varanda da avó. Aprendeu dos fazeres de manusear almofada de renda, do cata-vento, de plantar e colher no tempo certo, de gado, bode, cabrito! Conheceu o valor da festa, do sanfoneiro, de agradecer na fé e nos festejos. Dentro do clima provocado pela 8ª Bienal Internacional do Livro do Ceará, Lourdes Macena, pesquisadora da cultura popular, nos conta desta aventura que lhe excitou a trabalhar a multiplicidade das culturas que compõem a condição mestiça deste sertão que há em nós.